Das intermitências do tempo, das partilhas e das experiências 

Nosso tempo é especialista em criar ausências: do sentido de viver em sociedade, do próprio sentido da experiência da vida. Isso gera uma intolerância muito grande com relação a quem ainda é capaz de experimentar o prazer de estar vivo, de dançar, de cantar. E está cheio de pequenas constelações de gente espalhada pelo mundo que dança, canta, faz chover.
Ailton Krenak – Ideias para adiar o fim do mundo, 2019, pp.26-27.

Como diria um querido educador do Oswald de Andrade quando fala sobre a pintura de bancos indígenas antropozoomórficos de alguns grupos do Norte do Brasil: “Por que pintar a parte debaixo dos pés/patas de bancos se essa parte vai estar em contato com o chão e ninguém vai ver? Porque existe uma preocupação ritualista e estética com o todo, pois mesmo aquilo que não é visível precisa estar repleto do seu sentido simbólico, partilhado pela comunidade”. 

É complexo e incompleto pensar em uma “Partilha de Experiências Pedagógicas”, que outrora chamaríamos de Mostra Cultural, em um cenário no qual fomos atingidos, como instituição e indivíduos, por fenômenos de tantas ordens infrequentes e incomparáveis: lidar com a pandemia, isolamentos e distanciamentos, novos hábitos sociais, convívio familiar extenso ou inexistente, compartilhamentos de espaços, home office, ensino remoto ou híbrido, exposição prolongada às telas, debate étnico-racial no Brasil e mundo, processos eleitorais diversos – ou apenas uma enorme saudade das mediações sociais que tínhamos antes do isolamento. É também um processo incompleto, mas precisamos estar atentos na busca desta completude, com visão e compartilhamentos panorâmicos, atentos ao visível e ao invisível. 

Mesmo envoltos em todas essas situações, acreditamos que criamos mecanismos relacionais e pedagógicos potentes. Também estamos aprendendo a lidar com as intermitências temporais da comunicação pelas telas e à distância, mas não com distância ou indiferença. As novas intermitências do tempo, apresentadas neste site, procuram criar novas formas de partilhar, propiciando um compartilhar virtual que sempre anseia o presencial e o relacional no seu íntimo – um compartilhar dialógico.

Todo este processo de alimentação do site será partido, pois teremos três momentos de compartilhamento de vivências pedagógicas (24 de novembro, 08 e 17 de dezembro), respeitando ritmos diferentes das unidades (Cerro Corá, Girassol, Girassol II e Madalena), dos grupos e dos docentes. Também respeitando o tempo de tela necessário para derivar pelo site e a atenção do espectador. 

Nossa partilha de experiências pedagógicas reflete essa complexidade. Reflete aquilo que sabemos e o que ainda não sabemos, reflete a experienciação de onde estamos e como estamos hoje.

No pé deste banquinho virtual tem um desenho e este reflete o nosso todo zeloso.

Para navegar pelos compartilhamentos do site:

  • Primeiramente, o site é fechado para visitantes externos, sendo a visitação liberada apenas para o domínio @alunos.colegiooswald.com.br ou @colegiooswald.com.br. Desta forma garantimos a segurança do compartilhamento das produções dentro do espaço virtual institucional, respeitamos a autorização de direito de imagem e também mantemos certos combinados pedagógicos que docentes estabeleceram com estudantes.
  • O site é composto por uma extensa variedade de suportes (padlet, slides, podcast, vídeos, produções textuais, lives etc.).
  • Por conta da visualização, aconselhamos que naveguem utilizando um computador.
  • Também, resolvemos manter a maior parte das produções em uma mesma página (sem separações por série/grupo ou disciplina), mas separando em três levas de produções, que poderão ser acessadas pelos botões da página inicial do site.

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